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As 25 Causas do Erro de Julgamento Humano

Munger nunca fez um curso de psicologia. Ele construiu sua própria lista de verificação das tendências mentais que tornam os seres humanos previsivelmente irracionais — e então a usou, em sentido inverso, para evitar a estupidez. Ouça a palestra original de 1995 e, em seguida, percorra as tendências uma a uma.

  1. 01 Tendência à Superrresposta a Recompensa e Punição As pessoas respondem aos incentivos com muito mais força do que quase qualquer um imagina; por isso, para prever o comportamento, olhe primeiro para o que está sendo recompensado.
  2. 02 Tendência a Gostar/Amar Distorcemos nosso julgamento para favorecer pessoas, produtos e ideias de que gostamos — ignorando seus defeitos e aceitando o que quer que nos digam.
  3. 03 Tendência a Desgostar/Odiar Uma vez que passamos a desgostar de alguém, ignoramos suas virtudes, detestamos tudo o que lhe está associado e distorcemos os fatos para manter nosso ódio alimentado.
  4. 04 Tendência a Evitar a Dúvida A mente é programada para eliminar o desconforto da dúvida chegando rapidamente a uma decisão — o que é perigoso quando a situação exige uma incerteza paciente.
  5. 05 Tendência a Evitar a Inconsistência A mente resiste a mudar suas conclusões, hábitos e compromissos — de modo que as primeiras conclusões e as primeiras lealdades tendem a persistir muito além de sua utilidade.
  6. 06 Tendência à Curiosidade Um impulso inato de aprender — a rara tendência que é, em sua maior parte, uma força para o bem, ajudando a neutralizar as demais se você a cultivar.
  7. 07 Tendência à Justiça Kantiana As pessoas esperam e oferecem um comportamento justo e recíproco — e reagem mal quando uma justiça esperada é violada, mesmo que isso lhes custe caro.
  8. 08 Tendência à Inveja/Ciúme Comparar-nos com os outros gera inveja — um motor de comportamento poderoso e miserável que, ao contrário de outros vícios, não traz prazer algum.
  9. 09 Tendência à Reciprocidade Sentimos um forte impulso de retribuir favores, concessões e hostilidade na mesma moeda — o que pode ser acionado deliberadamente para extrair coisas que de outro modo jamais daríamos.
  10. 10 Tendência à Influência pela Mera Associação Deixamos que a mera associação casual — uma imagem agradável, um sucesso do passado, um portador de más notícias — distorça o julgamento sobre coisas que nada têm a ver com ela.
  11. 11 Negação Psicológica Simples e Evitadora da Dor Quando a realidade é dolorosa demais para suportar, a mente simplesmente a distorce em algo suportável — acreditando no que for preciso para continuar funcionando.
  12. 12 Tendência à Autoestima Excessiva Superestimamos sistematicamente a nós mesmos, nossos bens e nossas conclusões — a maioria das pessoas acredita sinceramente estar acima da média.
  13. 13 Tendência ao Otimismo Excessivo Mesmo na ausência de qualquer ameaça, as pessoas são programadas para esperar que as coisas terminem melhor do que as probabilidades justificam.
  14. 14 Tendência à Superreação à Privação Reagimos com muito mais força a uma perda — ou mesmo a uma ameaça de perda ou a um quase acerto — do que a um ganho equivalente, o que nos torna irracionais quanto a ambos.
  15. 15 Tendência à Prova Social Quando não sabem como agir, as pessoas copiam a multidão — automaticamente e muitas vezes sem pensar, sobretudo sob estresse ou confusão.
  16. 16 Tendência à Reação Equivocada por Contraste Julgamos as coisas por contraste com o que está ao lado delas, em vez de por seu valor real — o que pode ser explorado para fazer maus negócios parecerem bons.
  17. 17 Tendência à Influência do Estresse O estresse acelera e intensifica as demais tendências, e um estresse intenso pode provocar colapsos súbitos, e por vezes duradouros, no julgamento.
  18. 18 Tendência à Ponderação Equivocada pela Disponibilidade A mente dá peso demais ao que é vívido, recente ou fácil de recordar, e peso de menos ao que é importante mas difícil de trazer à lembrança.
  19. 19 Tendência do Use-ou-Perca As habilidades e o conhecimento se desvanecem sem prática, de modo que o antídoto é o uso deliberado, por toda a vida, daquilo que você aprendeu.
  20. 20 Tendência à Influência Nociva das Drogas A dependência química deturpa o julgamento e a autopercepção, e quase sempre leva ao declínio moral e cognitivo.
  21. 21 Tendência à Influência Nociva da Senescência O declínio cognitivo vem com a idade — mas o aprendizado e a prática contínuos o retardam, de modo que a resposta é manter a mente em funcionamento.
  22. 22 Tendência à Influência Nociva da Autoridade As pessoas são programadas para seguir líderes e especialistas, por vezes obedecendo à autoridade direto rumo ao desastre, contra o próprio julgamento.
  23. 23 Tendência à Conversa Fiada As pessoas produzem e consomem grandes quantidades de conversa vazia, que sufoca o trabalho sério e desvia a atenção dele.
  24. 24 Tendência ao Respeito pela Razão As pessoas cooperam com muito mais disposição quando lhes dão um motivo — o que favorece o aprendizado real, mas pode ser explorado enunciando-se um 'porque' sem sentido.
  25. 25 Tendência Lollapalooza Quando várias tendências disparam na mesma direção ao mesmo tempo, seu efeito combinado não é aditivo, mas explosivo — produzindo resultados extremos e não lineares.

Perguntas frequentes

O que é “A Psicologia do Mau Julgamento Humano”?
Uma palestra que Charlie Munger proferiu pela primeira vez em 1995 e reescreveu em 2005 para o Poor Charlie's Almanack, catalogando cerca de 25 tendências psicológicas que levam as pessoas a erros previsíveis — e como elas se combinam no que ele chamou de lollapalooza.
Quantas tendências existem — 24 ou 25?
A palestra falada original, de 1995, listava cerca de 24. A versão escrita revisada, de 2005, ampliou a lista para 25, acrescentando a Tendência Lollapalooza como arremate.
O que é o efeito lollapalooza?
O termo de Munger para o que acontece quando várias dessas tendências empurram na mesma direção ao mesmo tempo, produzindo resultados extremos e não lineares — bolhas, comportamento de seita e o leilão de viva voz, entre eles.