Causa de mau julgamento № 6
Tendência à Curiosidade
Um impulso inato de aprender — a rara tendência que é majoritariamente uma força para o bem, ajudando a neutralizar as outras se você a cultivar.
A maioria das tendências de Munger são modos de falha — hábitos inatos que nos conduzem ao erro. A curiosidade é a exceção evidente: um impulso natural que, quando desenvolvido, o torna mais inteligente, o ajuda a se divertir mais e o imuniza em parte contra as outras tendências. Ele observou que as grandes civilizações, a começar pelos gregos, cultivaram deliberadamente a curiosidade, e que a universidade de pesquisa moderna a institucionalizou numa escala jamais vista.
O valor prático é que uma pessoa curiosa continua aprendendo muito depois que a escolaridade formal termina, e continua perguntando “por quê” em vez de aceitar a resposta conveniente. A própria vida de Munger era o exemplo: um homem que lia incessantemente sobre história, biologia, física e psicologia, e que atribuía boa parte do seu sucesso a ser, em suas palavras, uma “máquina de aprender” que ia dormir a cada noite um pouco mais sábio do que ao acordar. Quase nada dessa leitura lhe era exigido; era a curiosidade que a movia.
A razão pela qual isso conta como defesa contra o resto da lista é que as outras tendências prosperam na ignorância e no ímpeto de parar de pensar. A curiosidade faz o contrário — mantém a investigação aberta, atrai informação de muitas disciplinas e resiste ao fechamento fácil para o qual a evitação da dúvida e a evitação da inconsistência o empurram. É a única tendência que você deveria conscientemente tentar fortalecer, em vez de se precaver contra ela.